Eu sei, que quanto mais demoro a te falar Mais frias minhas palavras vão ficar Distante de ti não quero estar Mas eu sei, que quantas mais palavras a dizer Você mais chances tenho de perder E eu não quero assistir você morrer Então, calado seguirei E eu, tenho medo de afundar, e morar no fundo do mar E minha voz nunca te alcançar Enquanto eu tiver nos seus braços, amarrado sob teus laços Nunca vou me sentir libertado Meu coração eu abrirei Eu sei que vai doer Mas eu preciso ir Pra bem longe daqui Eu não posso acorrentar-me Aos seus corais Prometo nunca Nunca mudar até voltar Deixa eu te ver mais uma vez Eu te ver mais uma vez Eu te ver mais uma vez E quando você escutar aquela música E quando você ver aquele filme Quero que lembre de mim Assim como eu lembro de ti Última madrugada eu estive olhando para o céu Curiosamente, não havia nenhuma estrela Apenas aquela cor mórbida, azul escuro Na qual era belamente refletida pelo mar Mas no fim, tudo isso não passava de um reflexo Ou um vislumbre da onde a gente poderia chegar Mas você nunca pôde sair do fundo Então naquele dia, eu me vi ser levado pelas ondas Foi doloroso, mas infelizmente foi necessário Afinal A gente nunca nasceu pra viver no fundo do mar