O Sol mal nasceu, já tô correndo O corpo cansado, mas sigo vivendo Promessa de vida, promessa de pão Mas quem alimenta meu coração? Horas viram dias, dias viram mês E eu me pergunto: Cadê minha vez? Trabalho demais, mas não vou reclamar Pois no suor da luta eu aprendo a sonhar Trabalho demais, esqueço de mim Sou relógio sem fim, sou motor sem jardim Mas no batuque da sanfona eu vou cantar Que a vida é mais que só trabalhar A mesa vazia, saudade da família O tempo me cobra, mas a alma brilha Se o suor é luta, também é canção Eu quero descanso, eu quero paixão Trabalho demais, esqueço de mim Sou relógio sem fim, sou motor sem jardim Mas no batuque da sanfona eu vou cantar Que a vida é mais que só trabalhar O tempo voa, não dá pra segurar Relógio sem fim insiste em me lembrar Que cada esforço tem seu próprio lugar E no fim da estrada eu vou descansar A mesa simples, mas cheia de calor Família é força, é raiz, é amor Se a vida pesa, eu vou resistir Porque com esperança eu vou sorrir Trabalho demais, esqueço de mim Sou relógio sem fim, sou motor sem jardim Mas no batuque da sanfona eu vou cantar Que a vida é mais que só trabalhar