O Sol aponta no espigão da serra E o orvalho brilha no meu rincão Não troco o cheiro desse chão de terra Pelo asfalto cinza da multidão Ligo o fogão, o café já reclama Na chapa quente a massa a chiar Quem tem o Reino de Deus na cabana Não tem motivo pra se lamentar Este violino que seguro agora Era do velho que já se partiu Ele dizia: Meu filho, lá fora O mundo é grande e o homem é vil Me ensinou o tom da nota Sally Goodin E a partitura da honestidade Viver com pouco, mas ser dono de mim Vale bem mais que o luxo da cidade A vida é um enigma, um nó engraçado Um quebra-cabeça que a gente montou Graças a Deus que eu nasci pro roçado E o meu espírito não se entregou Sou caipira, sim, com muito orgulho Dessa alegria que o dinheiro não traz No silêncio do mato, eu não ouço barulho Só ouço o canto da minha própria paz Ouro e status são ilusão Que o vento leva pra não mais voltar A verdadeira e maior riqueza É ter família e um teto pra amar Vou ponteando a vida no meu ritmo Sem pressa alguma de chegar ao fim Se a felicidade é um estado de espírito Ela escolheu morar dentro de mim A vida é um enigma, um nó engraçado Um quebra-cabeça que a gente montou Graças a Deus que eu nasci pro roçado E o meu espírito não se entregou Sou caipira, sim, com muito orgulho Dessa alegria que o dinheiro não traz No silêncio do mato, eu não ouço barulho Só ouço o canto da minha própria paz Sou caipira, sim Graças a Deus, eu sou assim