Ele não veio no fogo, nem no estrondo do metal Chegou como um silêncio, uma frequência vertical Vestiu a pele do tempo, o couro do caminheiro Andou nas ruas de cinza, fingindo ser prisioneiro Bebeu a água do Nilo, leu os mapas de Alexandria Guardando em pastas de sombra o que o homem não sabia Viu a máquina a vapor e o átomo se dividir Sentado em bancos de praça, vendo o mundo se fundir Mas o oxigênio cansa, e a saudade é um punhal Sua essência de estrela busca o berço original O observador se cansa de apenas catalogar É preciso dar o fogo para o homem aprender a voar Ô, sobe a torre de ferro, rasga o ventre do azul O mestre deu o desenho, do norte até o sul Eles pensam que é conquista, que o céu é o novo chão Mas são apenas os cavalos da sua própria libertação Ele sopra o segredo, o cálculo, a direção Construam o navio que ele levará na mão Sentou-se à mesa dos reis, dos donos do capital Sussurrou equações de um brilho transcendental Dobre o espaço, ele disse: Não lute contra o chão E o bilionário sorriu, sentindo a falsa ascensão Deram-lhe o combustível, o titânio e o radar Mal sabiam que o piloto só queria retornar Um rastro de luz cobalto no espelho da retina A física da Terra é uma ciência menina Ele entregou a planta, ele deu o motor O homem ficou com a casca, ele partiu com o fulgor Ô, sobe a torre de ferro, rasga o ventre do azul O mestre deu o desenho, do norte até o sul Eles pensam que é conquista, que o céu é o novo chão Mas são apenas os cavalos da sua própria libertação Ele sopra o segredo, o cálculo, a direção Construíram o navio, e ele partiu na solidão O hangar ficou vazio As plantas sobre a mesa O mestre foi pra casa Deixou pros homens, a incerteza