Lá no meu rancho, quando a noite chega Até os pirilampos acenam pra mim E as saparias em tons de cantigas Gargantas abertas cantando assim Lá na coxilha canta o quero-quero Prenunciando ao longe a chegada de alguém Pode ser visita, pode ser Chiquita Fico na esperança mas ela não vem Da janela eu vejo passar amores, segredos no ar E a Lua, espiando, não quer deixar pra depois O amor que nasceu pra nós dois A Lua clareia todo o horizonte Lá por trás dos montes eu vejo o clarão Arrepia o pêlo, a cuscada late Me lembro dos casos de assombração Adentro do rancho tranco a janela Acendo uma vela e me protejo do mal Se é tempo feio, noites de tormenta Erva e água benta espanta o temporal