Sob folhas secas Onde soterrara adormecido Desperta às primeiras ameaças De achar o que carece estar perdido Não teme miséria nem frio Como fazem os insípidos de espírito Ao contrário, entrega-se Inda que ermo, ao brio Desse apego tão sadio Pelo insólito, pelo tardio Provindo das densas inspirações Condutor ao íntimo Do universo labiríntico Pondo em curso caravanas de avejões Ao passo em que incendeiam Tantas vidas e fortalezas Assombradas ambas por incertezas E os sôfregos cânticos dos abantesmas Os trazidos da oligarquia dos mundos Para, unidos, enfim, em nulidade Dormir também sob folhas secas No berço de serena eternidade Tão cara ao rosto dos oriundos Dessa terra onde se embeber de saudade É amanhecer colhendo as velhas perdas