Abandonei a querência e vim parar no povoeiro Atrás de sonhos matreiros, perambulando entre as vilas Ilusões que se perderam nos luzeiros a distância No peito restaram ânsias, na guaiaca nenhum pila Sozinho ando a-lo-léu por entre a periferia Só a lembrança judia alguém sem eira-nem-beira Parece que escuto gritos de forma em cada aurora E o tilintar da esporas lá no altar da mangueira Quero voltar para o campo aonde eu era feliz Mas o destino assim quis mostrar-me o lado ruim Sem o perfume da mata e o aroma do capim Pois faço parte do campo e o campo parte de mim Hoje, só me restam sonhos pra viver de ilusão No meu tempo de peão a vida tinha valor Quando eu parava rodeio ou com a tropa estendida Me divertia na lida, na culatra ou no fiador Pra o desgarrado do campo vai mermando o coração Num rancho de papelão, foi que achei pra morar Sozinho eu vivo a cantar, em prece pedindo a Deus Que ouço os pedidos meus, pra o campo eu quero voltar Quero voltar para o campo aonde eu era feliz Mas o destino assim quis mostrar-me o lado ruim Sem o perfume da mata e o aroma do capim Pois faço parte do campo e o campo parte de mim Quero voltar para o campo aonde eu era feliz Mas o destino assim quis mostrar-me o lado ruim Sem o perfume da mata e o aroma do capim Pois faço parte do campo e o campo parte de mim