Permita-se amar Permita-se sentir A luz que em ti mora Quer te conduzir Permita-se o abraço Do tempo e do perdão A força no cansaço A cura em tua mão Oh meu fío Oh minha fía Tem hora que o mundo pesa né Mas o peso só ensina o valor da leveza Permita-se descansar Nem sempre é fraqueza parar viu Tem luta que se vence com silêncio E lágrima que lava o que o tempo não levou Eu deixo o vento guiar O que eu não posso mudar E deixo o Sol me tocar Pra alma clarear Eu deixo a dor se acalmar Pra o amor florescer E deixo o velho me olhar Pra eu me reconhecer Minha fía Cê sabe o que é amor próprio É se olhar no espelho E ver Deus sorrindo dentro d'ocê É abraçar a ferida sem ter raiva dela Permita-se amor Permita-se erro Permita-se recomeço Não há ninguém nesse mundo que nasceu pronto Nem eu, nem ocê Mas todos mundo nasceu pra aprender a amar Eu me permito amar e me perdoo, enfim Por tudo que não fui e tudo que há em mim Eu me permito a luz mesmo na escuridão E deixo o velho guiar o meu coração Meu fío Não tema o escuro, não A luz só brilha bonito quando conhece a sombra Permita que essa luz só cresça mesmo na dificuldade Permita que o amor te encontre Nos dias, que ocê pensa em desistir Porquê o amor fío É remédio que só o coração entende Vem da alma Vem da fé Eu deixo o tempo curar o que um dia feriu E deixo o vento levar O que não é mais meu fío Eu deixo o amor entrar Mesmo quando doeu E deixo o velho falar Pra alma entender o céu Meu fío Não tema o escuro, não A luz só brilha bonito quando conhece a sombra Permita que essa luz tua cresça mesmo na dificuldade Permita que o amor te encontre Nos dias que ocê pensa em desistir Porquê o amor, fío É remédio que só o coração entende Vem da alma Vem da fé Eu deixo o tempo curar o que um dia feriu E deixo o vento levar O que não é mais meu fío Eu deixo o amor entrar Mesmo quando doeu E deixo o velho falar Pra alma entender o céu Permita teus ancestrais andarem contigo meu fío Eles tão aí Quando o vento passa é eles te chamando Quando o coração aperta é eles te amparando Permita a força dos teus que vieram antes Porque sem raiz, fío Árvore nenhuma cresce E o amor que ocê sente É só lembrança da terra de onde veio Eu me permito amar e ser quem eu sou Eu me permito a luz que o velho me mostrou Eu me permito a paz sob toda a dor E me permito amor, além de tudo amor Saravá, minha fía Saravá, meu fío Permita o bem entrar Permita o amor ficar E permita que a fé nunca te abandone Quando sentir que tá só Lembra O velho tá por perto Tua ancestralidade te acompanha E Deus Deus mora no teu peito Saravá e amém Saravá e amém Saravá e amém