Respire fundo Sinta o ar entrar e sair Permita que o silêncio Preencha os espaços Entre os seus pensamentos Agora lentamente Comece a se perceber Existe luz em você Pura, vibrante e expansiva Mas há também a sombra Profunda, silenciosa, reveladora E uma não vive sem a outra A sombra é o ventre onde a luz nasce A luz é o farol que dá forma a sombra Oi larêlarê Oi larêlarê Oi larêlarê Oi Oi larêlarê Oi larêlarê Oi larêlarê Oi Quando você nega a sua sombra Ela te persegue Quando você encara ela te ensina Ela mostra o que precisa ser trânsmutado O medo, o orgulho, a culpa, o desejo Tudo que você evita olhar É o que mais pede a sua atenção Toque sua sombra com respeito, acolha Ela não é o seu fim É o seu caminho Mas cuidado A luz também queima Quem tenta habita-lá o tempo todo Não há evolução na fulga Há sabedoria no equilíbrio Então, olhe para as estrelas Sim, olhe Mas mantenha seus pés firmes na terra A alma é vasta como o cosmos Mas é no corpo que ela prende Caminhar no meio é dançar entre o céu e o chão Entre o espírito e a matéria Entre o que se revela e o que se esconde Sinta agora o centro do seu peito Respire dentro dele Ali vive o ponto onde A luz e a sombra se abraçam Nem claro demais Nem escuro demais Apenas Inteiro Repita em silêncio Eu sou a união dos opostos Eu não fujo da sombra Nem me perco na luz Eu caminho no meio Inteiro, presente, verdadeiro Respire mais uma vez E ao abrir os olhos Leve consigo essa consciência A dualidade não é o seu inimigo Ela é o espelho onde sua alma Aprende a se reconhecer Oi larêlarê Oi larêlarê Oi larêlarê Oi Oi larêlarê Oi larêlarê Oi larêlarê Oi Oi larêlarê Oi larêlarê Oi larêlarê Oi