Oh, oh Não, volte Quatro histórias na mesma estrada Risos soltos na madrugada Promessas jogadas ao vento frio Ninguém acredita no que já sumiu Uma lenda esquecida no mapa Uma sombra que nunca escapa Dizem que quem entra não volta mais Mas isso só faz rir demais Mas a mata fecha devagar E o silêncio começa a falar A cabana chama pelo nome Um por um, a noite consome Passos ecoam, mas ninguém responde E o medo cresce onde a luz se esconde Se olhar pra trás, não vai ver ninguém Só o vazio te seguindo também Sete vozes viram seis no escuro Um grito preso, um passo inseguro Olhos atentos, respiração curta A floresta engole, e nunca escuta Quem foi? Pra onde foi? Ninguém viu sair Só o vento frio E algo a sorrir Agora não dá pra voltar Algo começou a caçar A cabana chama pelo nome Um por um, a noite consome Sombras dançam sob a Lua cheia E a verdade corre nas veias Se olhar pra trás, não vai ver ninguém Só o vazio te seguindo também Não era a mata Não era o além Era o rosto De quem estava também Entre nós, ele caminhava Sorria baixo, observava Cada passo já calculado Cada medo, planejado Amigo, irmão, rosto comum Mas no escuro, era só um Você nunca viu Mas ele estava lá Sempre o último Sempre a olhar A cabana nunca esteve vazia Era ele quem conduzia Os caminhos, os gritos, o fim E agora, só resta a mim Se olhar pra trás, eu sei quem é Mas ele ainda está de pé Andando sozinho na beira da estrada Carrego os nomes, na mente cansada Quatro histórias, viraram pó E eu sigo vivo, mas nunca só Porque no escuro, eu ainda vejo O olhar dele, no retrovisor