Oh Oh No silêncio do começo Dizem que a vida nasceu no mar profundo Em águas paradas, há bilhões de anos no mundo Moléculas se encontrando sem direção Como se o acaso fosse criação Pequenas bolhas dançando na escuridão Criando formas, sem mão, sem intenção E tudo teria vindo então De uma única célula em evolução Mas quem sopra vida no que não tem viver? Quem faz o simples aprender a crescer? Porque a vida não parece só acaso Nem um erro perdido no espaço Se tudo nasce de algo que já tem vida Então quem escreveu a primeira partida? Oh Não foi acaso não Tem algo além da razão Todo ser vivo vem de outro ser vivo Um ciclo perfeito, intenso e ativo Teu corpo fala de complexidade Mais que sorte, parece vontade Plantas, aves, o fundo do mar Tudo em ordem, tudo a pulsar Criado em espécie, em direção Como se houvesse uma mão na criação E se o improvável não pode explicar O que a ciência não consegue alcançar? Porque a vida não parece só acaso Nem um erro perdido no espaço Se tudo nasce de algo que já tem vida Então quem escreveu a primeira partida? Entre o que se vê e o que se entende Há um silêncio que a ciência não responde Se tudo nasce do nada ao acaso Por que o nada nunca explica o passado? Uma célula não é simples criação Carrega em si código, direção E no mistério que insiste em ficar Algo maior parece observar E se o começo não foi solidão Mas intenção dentro da criação Oh Não foi acaso não Tem algo além da razão Oh Início Oh Mistério Vida Vida