Yeah, yeah, oh Sou cria de Curralinhos, Piauí no peito Eu vim do nada, hoje a mente é de rei Mas o chão ainda é de estrada Já passei fome, hoje é fome de vitória Tô traçando meta, escrevendo minha história Tô invicto nesse corre, Deus é quem me guia Minha fé é meu colete, minha alma é poesia Os recalcado olha e não entendem minha energia Brilho natural tipo Sol do meio-dia Eles tão maluco tentando entender a fórmula mágica pra enriquecer Quer saber? Nasce em Curralinhos pra tu ver Mais cedo ou mais tarde vai acontecer Quer o ouro e a prata, mas não quer sofrer Quer ir pro céu, mas não quer morrer Pra mim que vim do barro é fácil vencer Porque eu nasci pra botar pra foder Já dormi com o estômago roncando de fome Hoje o microfone é o prato que me consome Falei pra minha mãe: Relaxa, confia Tô levando o nome da nossa terrinha Cachorro late, mas não morde, é só falação Quem vem da roça tem mais força no coração Enquanto eles brincam, eu viro inspiração Curralinhos me fez ter visão de campeão Oxente, cabra da peste, nasci na caatinga Do sertão de fogo, a alma não brinca Se o Sol castiga, minha fé não murcha Sou tipo mandacaru, broto da terra bruta A vida me testou, mas eu passei de fase Hoje é som, é arte, é coragem que base Enquanto o mundo gira, eu tô firme, sagaz Curralinhos é raiz e o resto é fase Piauí, meu estado, meu chão, minha fé Curralinhos é o código que o mundo não lê Se eles voltam ao pó, eu volto no som Sou poeira do norte, brabo no tom E se tentarem me parar, vão ter que suar Porque eu nasci pra lutar e brilhar Não preciso provar, só rimar Minha história é verdade, meu flow é altar Do barro ao palco, do nada à glória Cada verso é cicatriz e vitória Quem duvidou vai ter que aceitar O moleque de Curralinhos vai dominar