Eu tava no escuro há meia hora Pés de chumbo, voz por um fio O mundo inteiro em modo agora-não Eu parada, e o tempo frio Então pisquei, não sei de onde Um sim pequeno, quase ninguém viu E o corpo fez aquele acordo Que a cabeça não assinou, nem leu! De repente o ar ficou mais leve A janela abriu sozinha em mim Eu nem mudei de rua, só de febre Só de fim E pá, voltou a luz no meu peito Tum-tum, o coração deu jeito Tava tudo em pane e, sem aviso Os reatores: Vruumm E eu me ilumino Eu rio porque é muito estranho Eu sigo porque é meu trabalho Quando a vida diz acabou Eu viro e digo eu tô de volta! Às vezes é sede disfarçada Às vezes é saudade sem nome Às vezes é só uma música errada! Às vezes eu só precisava De um passo mínimo no chão Dar play na música certa! Perceber o Sol E toda a vida ao redor! Não é milagre, não é mentira É circuito querendo calor É o corpo me puxando pra vida De leve, sem forçar o motor E pá, voltou a luz no meu peito Tum-tum, o coração deu jeito Tava tudo em pane e, sem aviso Os reatores: Vruumm E eu me ilumino Eu rio porque é muito estranho Eu sigo porque é meu trabalho Quando a vida diz acabou Eu viro e digo eu tô de volta! Se eu cair, eu caio inteira Mas eu volto, eu volto ligeira Eu aprendi: Meu pra sempre Dura até baixar as ondas: E só! E se eu não souber por quê Eu respiro e deixo acontecer O meu sistema é maré Não é sentença! E pá, voltou a luz no meu peito Tum-tum, o coração deu jeito Tava tudo em pane e, sem aviso Os reatores: Vruumm E eu me ilumino Eu rio porque é muito humano Eu sigo porque eu me alcanço Quando a vida diz acabou Eu viro e digo eu tô de volta! Eu tô de volta, eu tô Eu tô de volta