Se eu sou eu, então quem assinou este susto? Troquei o casco, a rima, o riso, a pele Parafusei memórias com chave meia-lua Meu nome range, é madeira molhada, e doeu Mas doeu bonito, meio errado Eu volto pra casa e a casa me estranha Quem estacionou esse rosto no meu corpo? Se eu troco a voz Se eu troco o passo Se eu troco o laço Laço? Deslaço Eu fico ou passo? Ainda sou? Sou não, sou sim, Sou, talvez Me digo verdade e viro restos de frase Eu minto, mas quando eu minto, é de verdade Eu minto, e a verdade me desmente Loop: Eu–eu–eu–eco–eco–not found Click, coração bufferizando Minha alma com latência 3 milissegundos de saudade Abri a caixa: O gato respira e não respira Igual meu afeto, vivo e sumido Te amo, mas amanhã desamo Outra peça encaixa e, te amo de novo Sou o mesmo diferente de mim Um pronome que tropeça no próprio sapato Se eu troco a dor Se eu troco a cura Se eu troco a moldura O quadro segura? Segura, acho que segura Ainda sou? Sou não, sou sim, sou, talvez Me digo verdade e viro restos de frase Eu minto, mas quando eu minto, é de verdade Eu minto, e a verdade me desmente Loop: Eu–eu–eu–eco–eco–not found O tempo me desparafusa com carinho torto Quem fica de pé no vento que sou? Assino com outra caligrafia E ainda assim, tu me chama pelo apelido antigo Se cada peça foi trocada, o navio afunda? Não, ele navega, só que pra outro lado Ainda sou? Sou não, sou sim, sou dois, depois Eu minto, e juro, e rio, e desminto Se eu não sou eu, quem é que me doeu? Sou o navio e o estaleiro Sou o corte e quem costurou O coda Se eu me esqueço, me lembra Se eu me mudo, me volta Se eu me perco, me acha Ou me deixa passar, que eu volto em mim Mais tarde