Evite olhar pra minha cara Você me tratou como ninguém Como se eu não valesse nada Lembra das flores que eu te deixei? Todas elas foram caras Mas eu não falo sobre dinheiro Eu te dei uma parte de mim Meus pedaços Somos frágeis Apenas sistema nervoso Um cérebro tosco Ambulante Eu joguei os remédios na pia E me cortei com as cordas do violão Eu odeio voltar pra casa E saber que essa merda é um looping Nem os loucos te entendem Por que o pastor me disse que infelizmente meus olhos não brilham? Porque eu sei diferenciar a sua ação de bondade da sua malícia! Às vezes eu rezo pra Paimon Preciso da sabedoria Porque mesmo depois de ir embora é a única coisa que eu levo comigo Não levo ossos, não levo minha pele Seu sangue é azul, que é como tinta Artificialmente de todos os modos e jeitos de todas as línguas Me enterre na gaveta Ou nas rochas Eremita Uma árvore na minha cabeça O segredo da floresta maldita