Dum botao de branco punho Dum braço de fora preto Vou pedir contas ao mundo Além naquele coreto Lá vai uma lá vão duas Três pombas a descansar Uma é minha outra é tua Outra é de quem na agarrar Na sala há cinco meninas E um botao de sardinheira Feitas de fruta madura Nos braços duma rameira Lá vai uma lá vão duas O Sol é quem faz a cura Com alfinete de dama Na sala há cinco meninas Feitas duma capulana Lá vai uma lá vão duas Quando a noite se avizinha Do outro lado da rua Vem Ana, vem Serafina Vem Mariana, a mais pura Lá vai uma lá vão duas Há sempre um botao de punho Num braço de fora preto Vou pedir contas ao mundo Além naquele coreto Lá vai uma lá vão duas O noite das columbinas Leva-as na tua algibeira Na sala há cinco meninas Feitas da mesma maneira Lá vai uma lá vão duas Três pombas a descansar Uma é minha outra é tua Outra é de quem na agarrar