Medos são arranhacéus inabitados Dentro do seu coração E a frustração de nunca ter tentado Achar que vai dar tudo errado E virar tudo uma confusão De destempero e dissabores Pra quem já tá tão pálido e cansado Colecionando dores, multilado Pelos amores forjados Por carência e solidão O precipício é um endereço Que o começo teima antecipar Parece até que a gente Sabe que não cabe em qualquer lugar Hoje eu vi meu olhar no espelho E até senti um nó no peito Que me deixou cansado Quase que eu chorei sem jeito, angustiado Pelo tempo que havia passado E eu que nunca tinha nem pensado No tempo que perdi em vão Desperdiçando um ouro tão sagrado Com tolices e vacilos sem perdão Eu fiz de tudo uma confusão De destempero e dissabores Pra quem já tá tão pálido e cansado Colecionando dores, multilado Pelos amores forjados Por carência e solidão O precipício é um endereço Que o começo teima antecipar Parece até que a gente Sabe que não cabe em qualquer lugar Hoje eu vi meu olhar no espelho E até senti um nó no peito Que me deixou cansado Quase que eu chorei Sem jeito, angustiado Pelo tempo que havia passado Hoje eu vi meu olhar no espelho E até senti um nó no peito Hoje eu chorei sem jeito, e até senti um nó Pelo tempo, pelo tempo Hoje eu vi meu olhar no espelho E fiquei cansado Hoje eu chorei sem jeito, angustiado Hoje eu vi meu olhar no espelho E chorei