A sala está cheia, mas o silêncio me grita Enquanto procuro a resposta na sua órbita Você me olha fundo, e eu sinto o calor Mas depois desvia, e esfria o meu amor A cada palavra, uma flecha no peito Meus pensamentos giram, perdi o meu jeito Estou num labirinto, onde a única luz É a chance que você, talvez, me conduz Pré-refrão (aumenta a tensão, foca na ambiguidade) Seus quase são faróis em meio à neblina Você me dá a pista, mas esconde a sina Um passo pra frente, dois passos pra trás Dizendo talvez, me deixando sem paz Sinais em fumaça, eu não sei decifrar Se é pra ir embora ou se é pra ficar Diga de uma vez se é um sim ou um adeus Cansei de morar nesse lugar entre nós dois Se a chama se apaga, me dê a certeza Porque viver na dúvida é tamanha fraqueza Você é a paixão e o meu nó na garganta E a minha cabeça que não para, só canta Qual é a verdade? Qual é a verdade? Lembro daquela risada que só você sabe O jeito que toca, a mão que me cabe Detalhes pequenos que me fazem sonhar Mas na hora H, você muda o lugar Eu tento ser forte, guardar a emoção Mas todo meu corpo já virou canção O espelho me mostra o quão eu estou perdido Por um sentimento que não faz sentido A necessidade de libertação, seja ela qual for) Eu não peço flores, nem juras de amor Só peço um mapa, o fim dessa dor Não importa se corta, se vai machucar Pior que a resposta é ter que esperar Se for para ser, que seja agora Se não for, que o tempo me ignore! Sinais em fumaça, eu não sei decifrar Você é a paixão e o meu nó na garganta E a minha cabeça que não para, só canta Qual é a verdade? Qual é a verdade? Sinais em fumaça Apenas um sinal Só me diga, afinal