Salta um som do meio do vazio Quando abre a porta e a cidade lá Aperta minha mão e sai no frio E a máquina do Rio logo volta a funcionar De todas festas eu desvio Não me atire flechas que elas vão voltar De minhas lutas e histórias Já passaram minhas copas, minhas urcas, minhas glórias Não pode ser difícil perdoar Pra quem já cansou de tanto errar Esse caminho que cê vai Já venho vindo Quem já morreu de tanto amar Se arrependeu, voltou a errar Não sei por sorte ou por castigo ainda estou vivo Por paciência ou piedade (Vou te esperar) E quando à noite a maré encher Na saúde ou na saudade A máquina do rio sempre volta a se acender Se Cantagalo e Liberdade (Vão sim sair) Bom tempo, ramos, fé, final feliz Dos prazeres a triagem Água turva, vale fundo, pedra branca, ilha e vargem Mas vejo que é difícil perdoar Pra quem já cansou de se enganar E quem se deu E foi ferido Mas se alguém me perguntar Quem foi que errou, quem vai pagar Fui eu que fiz, e o que fiz não fiz sorrindo Mas é difícil perdoar Pra quem amou E quem se deu E foi ferido Mas se alguém me perguntar Quem foi que errou? Quem vai pagar? Fui eu que fiz e o que fiz não fiz sorrindo