O tempo passa, mas aqui tudo é silêncio, meu reflexo sumiu com o tempo Eu rio para esconder o que restou de mim: Só ossos, e a dor é o que sobrou aqui Na névoa do mar vejo os rostos que perdi, e a saudade me cerca como um fim sem fim A tripulação que eu chamei de lar hoje são memórias que voltam para me afogar Minhas mãos não tremem, meu peito não pulsa, mas meu coração grita no eco da culpa Se eu pudesse cantar para vocês mais uma vez, prometo que viveria na canção para sempre com vocês Sou só um fantasma no convés do destino Cantando ao vento o que guardei aqui comigo Mesmo morto sigo vivo nessa estrada sem fim O riso é o escudo do que ainda mora em mim Laboon, você ainda olha o mar esperando, enquanto eu sigo por anos vagando A promessa de voltar ainda ecoa em mim, mesmo sem carne, eu quero cumprir até o fim Cinquenta anos na escuridão, rindo para não chorar, um copo erguido no vazio do mar Me pergunto às vezes se ainda é real, pois se o que restou de mim é só algo imortal Não tenho olhos para chorar, nem pele para sentir, mas sei que a dor nunca deixou de existir Se ouvir minha canção, lembre-se de mim, porque dentro do riso ainda existe um fim Sou só um fantasma no convés do destino Cantando ao vento o que guardei aqui comigo Mesmo morto sigo vivo nessa estrada sem fim O riso é o escudo do que ainda mora em mim Mas então eles chegaram, com olhos que me viram além do que sou, com vozes que me deram de novo o tom E por eles eu canto, eu protejo, eu sorrio, porque agora eu não estou mais sozinho A morte me levou, mas a música me achou, e nas cordas do meu violino meu coração voltou Brook não é só lenda, é parte do bando enfim O fantasma achou seu lar, e com vocês até o fim