[Akila no Blues] Sempre que eu penso nessa história Penso que poderia ter virado história O tempo já passou e eu fiquei aqui A chama da juventude Começou a se extinguir Porque Eu nado sempre atrás do barco Mesmo fazendo o melhor Esse mar é muito grande Eu já ficando velho E pensando seriamente O meu melhor já não é o bastante [Peéli] Se pá sou novo, se pa que não sou tanto Eu penso muito, faço pouco, eu acho que tô chapando Mas tudo bem, eu tenho fé a quem sempre me ensinou, o valor a pequenas coisas, a vida não é dor O amor sempre prevaleceu, será que sou capaz de enfrentar o verdadeiro eu A verdade é nua e crua, não importa a minha luta, o que eu não aprendi em casa eu aprendi na rua [Static Di] Vire vire mexe, uma tragédia acontece E de vez A da vez A mesma, virei freguês Tem quem ainda vem, sente pena e compadece Enganei Eu voltei Não precisa fazer prece De novo só agindo, pra, bagunça a cena Pode tentar botar algema ou vem de coleira Eu sou bicho ruim, dos que foge e logo acena Mesmo na raiva não perco a risada Viu o problema? Mexeu com o bando, o bagulho fica louco Isso é zona, se o papo é reto, nós faz ficar torto Não preciso de migalhas que vem de quem come pouco Quero o banquete a vista, cês não paga e cobra dobro Tamo adentrando a cena Fugindo do arquétipo Pra adestra a mesma Não tenho o que é pedido Só sou quem ensina Engole essa porra Daqui pouco, mainstream vira poeira Acho que, acho que tá bom Vai tomar no seu cu, Peéli, que merda é essa? Oxi, quem é você, ô introsona? Me dá essa porra Vai se fuder, porra Vou te ensinar como faz rap de verdade [Yang] Mãos pro alto! Isso é um assalto lírico Quando chego invadindo Acrescento saber empírico Não quero sua grana O furto é outro nível Quero força e revolta Contra esse governo cínico Cês não me conhecem Dá licença pra chegar Sou Yang, sou do Graja Tô aqui pra acrescentar Tenho linhas e mais linhas E uma sede insaciável Quero meu bairro no mapa E uma vida mais estável Sangra arte da minha pele Tenho ódio nos meus olhos Um boombap bem do sujo Disposição pra esse jogo Sou poeta de esquina O pixo que é ignorado Ignoro o mal agouro Tô sem tempo para folgado Vim de assalto a mão letrada Ostentando livros roubados Quero arte pra quebrada Munição contra o estado Também quero os kit chave A vitória pro meu bando Se é grife de brecho Rima rarra, tô garimpando Fiz da rua meu sensei A compaixão deixei pra trás Vira homem nessa porra Cê não é o último jedi Cê não é o último jedi Avança em ruas sujas Os sapatos empoeirados Se a caminhada é longa Já não tem porque voltar Tenho dó da sua pessoa Cê tá competindo à toa E se o assunto for rap Já sabe quem vai ganhar