Aquário de Tintas

A Era de Ferro

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    Beijando só beiradas , tentando não manchar a cor .
    Fisgado em guindaste que levanta oque já baixou .
    Esperança de moinho se entope se for esperar .
    E vingança a manivela vale menos do que perdoar .
    E eu só tenho um cata vento se acaso algum amor passar .

    Engrenagem de coragem enferrujada não conjuga ir .
    E muito menos um elevador de bombas se for pra subir .
    Uma paciência a corda mantendo a alta rotação , não segura o ódio fora de controle na ignição , e eu não tenho um pedal de freio pra virar na contra mão .

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    Eu descanso em motor dágua se a vida vem a vapor , e não filtro tinta óleo que vazou .

    Não prometo escurecer se a cor vier a quebrar .
    Pois se for pra eu perder , eu me perco em meu lugar .
    Com o extremo de não ter porto pra se segurar .
    Desespero vai encher nosso aquário de mergulho com milagre só vai derramar

    Información de la canción

    Composición: Teobaldo Vilela

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