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    Se cada conto fosse pronto
    Inversamente oposto
    Se toda vírgula não houvesse
    Houvesse sempre ponto
    Toda história de amor
    Seria diminuta
    Tantos momentos esquecidos
    Tantas glórias e lutas

    Não fosse a vida ser vivida como deve ser
    Em páginas nem sempre claras
    Tantas vezes puídas
    Coisas que o tempo faz questão sempre de corroer
    Sempre de corroer...

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    Há no amor um tipo estranho de alucinação
    Que torna até o sábio um completo tolo
    Que vive só a preencher o coração
    Que troca os dias por horas
    Que desfaz-se do ouro

    Não há moinhos
    Que sejam maiores ou mais fortes
    Que um sujeito que ama e conta com a sorte
    Não há loucura ou clareza
    Tudo é feito de amor
    Se houvesse luz na tristeza
    Não haveria dor...
    Não haveria dor...
    Não haveria dor...

    Información de la canción

    Composición: Ricardo Reginato

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