Retaliando Falsos Ídolos

A286

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    Mastro não ostenta bandeira branca
    Meu lado emotivo é, devoto amor ao próximo
    Mas o ódio é recíproco, vocês pediram, então toma!
    Avisa os cuzão e os bico que os filha da puta tá de volta

    Apartidário, acorreligionário, arreligioso
    Olho por olho na guerra de todos contra todos
    É pedir demais né, indulgência a falso oportunista?
    Se nem minhas filhas pega boi no meu senso de justiça!

    Sucessor da eloquência subversiva, ativista
    Meus verso ainda ostentam o drama das crise empírica
    Educação proibida, funcional
    A destreza oculta, maestria, fruto do caos

    Sem partido, patrocínio de porra nenhuma
    Herança aculturado o paradoxo da ignorância
    Salvo pelos livro, em tributo aos nossos falecido
    Afronta, vão ter que conviver com meu sorriso

    Contrariando o estrategista pós abolição
    Com os cu com ar de superior em choque, perante a expressão
    Avisa pra esses cuzão prepara a cova, o açoite enfia no rabo
    Que hoje eles terão cadáver, não um escravo!

    É fogo retaliatório, processo de resiliência
    Sem bondade aos ingratos, odeio quem me odeia
    Por que não odiar meus inimigos, ora?
    Se meu amor nunca teve espaço em sua misericórdia!

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    É a voz dos corpos esquecidos no cemitério dos vivos
    Subversivo, alusivo a lágrima dos desvalidos
    Em nome dos filhos, em tributo aos nossos falecidos
    A286 retaliando falsos ídolos

    É a voz dos corpos esquecidos no cemitério dos vivos
    Subversivo, alusivo a lágrima dos desvalidos
    Em nome dos filhos, em tributo aos nossos falecidos
    A286 retaliando falsos ídolos

    Cansado de ver os meu como eu, cego
    Vítima de bala perdida em meio tiroteio de ego
    No comércio de picuinha
    Morrer pela causa que cês tanto prega, mas só vive em teoria

    O bagulho é selva, eu sei que o instinto é competitivo
    Mas fazem questão de expor o pobre e preto ao mais ridículo
    Vocês tão confuso e confundindo os moleque tudo
    Nunca que buceta e bunda vão ser símbolo da luta

    Foi sangue grosso no chão, a carne viva, feio
    Fratura exposta de membros por linchamento
    Se não for pra ser feito Strange Fruit, renuncio o cargo
    Dispenso a honra dos clássicos pra morrer no anonimato

    Aqui bondade pagam com maldade, infelizmente
    Protagonizam o que combatem publicamente
    A maior parte dos santos é fraude
    E não raras vezes o discurso coletivo é de singular interesse

    É a pequena morte das grandes massas, vai vendo
    Onde fazer o bem não me priva do ódio alheio
    O fim justifica os meios, normal
    Quem não mais espera compaixão do próximo, não teme o mal

    Quando os dez mandamentos se limita às escrituras
    São nicotina e cafeína que faz a civilização
    Vocês extinguem amor próprio e exige respeito recíproco?
    A286, retaliando falsos ídolos

    É a voz dos corpos esquecidos no cemitério dos vivos
    Subversivo, alusivo a lágrima dos desvalidos
    Em nome dos filhos, em tributo aos nossos falecidos
    A286 retaliando falsos ídolos

    É a voz dos corpos esquecidos no cemitério dos vivos
    Subversivo, alusivo a lágrima dos desvalidos
    Em nome dos filhos, em tributo aos nossos falecidos
    A286 retaliando falsos ídolos

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