Carro 235

Abel e Caim

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    Passei um dia pela estação rodoviária
    Aproveitando as minhas horas de folgadas
    Sentei no banco para ler uma revista
    Logo chegou uma garota delicada
    Com muita pressa ele comprou uma passagem
    Reconheci que era minha namorada
    Tomou o carro duzentos e trinta e cinco
    E foi sumindo na distância da estrada.

    A malandrinha fez que não me conheceu
    Eu quis gritar mas minha voz não saiu
    Sem compreender a razão de sua pressa
    Naquele carro a tal garota sumiu
    Fiquei chorando a minha cruel tristeza
    Senti meu peito completamente vazio
    Só em pensar que ela ia e não voltava
    Meu coração quase que não resistiu.

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    Todas as vezes ao passar na rodoviária
    Sinto o meu peito se encher todo de dor
    Ao ver o carro encostar na plataforma
    Eu acho triste o barulho do motor.
    Pois o carro duzentos e trinta e cinco
    Que hoje faz eu sofrer tanto amargor
    Se ele voltou daquela triste viagem
    Porém não trouxe a quem mais eu tenho amor.

    A minha vida transformou-se de repente
    Ficaram triste até as ruas da cidade
    Não mais encontro na pracinha minha amada
    Também fugiu a minha felicidade
    Eu vou pedir um favor ao motorista
    Que ele diga para mim toda verdade
    O endereço da mulher que muito quero
    Para que eu possa dar um fim nesta saudade.

    Información de la canción

    Composición: Caim y Vicente Silva

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