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    Eu gostaria que voltasse novamente
    Um pedacinho do que era o sertão
    Para que alguém se deparasse com a verdade
    E ver de perto carro de boi no estradão

    Carro e carreiro sussurrando nas manhãs
    E o tinido das argolas no ferrão
    Este transporte sei que não existe mais
    Só resta a história resumida em canção

    Carro velho virou lenha e carvão
    Assou a carne do mesmo boi que o puxou
    Carro velho que não roda nunca mais
    E seu carreiro para sempre descansou

    Carreiro e boi cada um teve um destino
    Depois que os homens transformaram o sertão
    Trocando o carro pelas máquinas pesadas
    Pobre carreiro morreu sem a profissão

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    Subiu o morro da invernada do destino
    Levando mágoa, desengano e paixão
    E os bois cansados que não tiveram salário
    Virou churrasco lá na mesa do patrão

    Carro velho virou lenha e carvão
    Assou a carne do mesmo boi que o puxou
    Carro velho que não roda nunca mais
    E seu carreiro para sempre descansou

    Carreiro triste hoje carreia no infinito
    Além das nuvens para sempre foi morar
    Grita seus bois no planeta estrelado
    Carrega os anjos pelos campos do luar

    Aqui na Terra com a grande evolução
    Este carreiro não pudesse trabalhar
    Carreiro e boi estão na invernada do tempo
    Fez o passado para o poeta contar

    Carro velho virou lenha e carvão
    Assou a carne do mesmo boi que o puxou
    Carro velho que não roda nunca mais
    E seu carreiro para sempre descansou

    Song details

    Composition: Teotônio Paranhos and Alto Monte

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