Diário de Bordo

Adeildo Vieira

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    Sou africano do Brasil, sou senegalês
    Um Savimbi contra o império português
    Já fui o mar, já fui a vela, fui a lei
    E sou tantos ai-ai-ai quantos nem sei
    Já fui escravo e já fui rei

    Fui Camões, Vasco da Gama, fui vocês
    Que muito além de Portugal, uma certa vez
    Em mar, em terra, em sonho e em ilusão
    Achava que o mundo era um pequeno grão
    Que cabia na minha mão

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    Mas o mundo era grande, era grande e demais
    Não era do rei nem de Cabral
    Nem a África, as velas e os cascos das caravelas de Portugal,

    Eu pensei que o mundo era só de amigos
    Tão somente de amigos e nada mais
    Não era do Ocidente nem do Oriente
    O mundo éramos todos nós

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    Composition: Adeildo Vieira and Águia Mendes

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