D A7 Acordei de madrugada tava um calor danadoG D Levantei fui na cozinha e foi um tanto engraçadoD7 G Fui até geladeira pra tomar agua geladaA7 D Vi um pote de sorvete, de alegria dei risadaA7 Que delicia de sabor, era de leite condensadoG D Ainda pensei que sorte minha mais fiquei encabuladoD7 G Fui chegando aproximando, tava muito empolgadoA7 D Quando eu abri a tampa: tinha feijão congeladoD A7 D Tô azarado numa baita solidão: é só tristeza, desgosto, desilusãoD A7 Lá onde eu moro tem muita gente batutaG D Que trabalha e labuta, honestamente o seu sustentoD7 G A7 Lá tem: padeiro, açougueiro, carpinteiro, marceneiro e pedreiroD Gente humilde o ano inteiroA7 Mas tem um povo, irritante, intoleranteG D Arrogante, ignorante, futriqueiro, fofoqueiroD7 G Andam dizendo que eu vivo no bar bebendoA7 D Minha cabeça tá doendo: é de paixão que eu tô sofrendoD A7 Andava muito deprimido, até faltando no serviçoG D Por causa de um amor perdido, o coração tava sofridoD7 G Andei chorando e a solidão me machucandoA7 D A saudade me apertando querendo entender o motivoA7 Foi quando um amigo me falou que tinha vistoG D Ela com outro na cidade, então fiquei pensativoD7 G Golpe doido o que ela fez comigoA7 D Ficou tudo esclarecido: tô muito triste, aborrecidoD A7 Um dia desse eu sai com a namoradaG D Fomos passear no parque numa noite enluaradaD7 G Ela dizia e repetia que estava apaixonadaA7 D Que alegria noite dia, ela era a luz da minha estradaA7 Mas o tempo foi passando e acabando o que era beloG D O que eu pensei que era eterno, transformou-se num flageloD7 G E apareceu um tal marcelo, num chevette amareloA7 D Derrubou o meu castelo: fiquei descalço e sem chinelo
Azarado
Adriano Bispo
- A7
- D
- D7
- G
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