Vida Pantaneira

Adriano Bueno

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    Eu venho da roça, do cheiro de mato
    De boi carreiro, burro marchador
    De estrada barrenta e boi na invernada
    Da simplicidade do interior

    Aqui o berrante reúne a boiada
    Que em comitiva corta o estradão
    E quando chora viola caipira
    Chora com ela todo sertão

    Sou sertanejo, matuto e sereno
    De alma caipira, filho desse chão
    Um violeiro, um poeta da roça, de verso e canção
    Sou pantaneiro, sou homem do campo

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    Pedaço de gente, metade animal
    Eu sou um filho da mãe natureza, do meu pantanal
    Vida pantaneira, boiada no estradão
    Aqui mãe natureza, bem na palma da mão

    Vida pantaneira, e uma rede pra dormir
    Terra que traz vida, sou tão feliz aqui

    Aqui o berrante reúne a boiada
    Vida pantaneira, boiada no estradão

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