Bola de meia, bola de gude

Affonsinho

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    Há um menino, há um moleque,
    morando sempre no meu coração
    Toda vez que o adulto balança
    ele vem pra me dar a mão

    Há um passado no meu presente,
    o sol bem quente lá no meu quintal
    Toda vez que a bruxa me assombra
    o menino me dá a mão

    Ele fala de coisas bonitas
    que eu acredito que não deixarão de existir

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    Amizade, palavra, respeito, caráter, bondade, alegria e amor
    Pois não posso, não devo,
    não quero viver como toda essa gente
    insiste em viver

    Não posso aceitar sossegado
    qualquer sacanagem
    ser coisa normal

    Bola de meia, bola de gude,
    o solidário não quer solidão

    Song details

    Composition: Milton Nascimento and Fernando Brant

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