Chega de saudade

Agostinho dos Santos

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    Vai, minha tristeza
    E diz a ela que sem
    Ela não pode ser
    Diz-lhe numa prece
    Que ela regresse
    Porque eu não posso mais sofrer

    Chega de saudade
    A realidade é que sem ela
    Não há paz, não há beleza
    É só tristeza e a melancolia
    Que não sai de mim
    Não sai de mim, não sai

    Mas se ela voltar
    Se ela voltar
    Que coisa linda
    Que coisa louca

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    Pois há menos peixinhos
    a nadar no mar
    Do que os beijinhos
    Que eu darei na sua boca

    Dentro dos meus braços
    Os abraços
    Hão de ser milhões
    De abraços

    Apertado assim,
    Colado assim,
    Calado assim,
    Abraços e beijinhos
    E carinhos sem ter fim

    Que é pra acabar
    Com esse negócio
    De viver longe de mim
    Não, não quero mais
    Esse negócio

    De você viver assim
    Vamos deixar desse negócio
    De você viver sem mim...

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