Parentesco Do Selvagem

Aikdor

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    A montanha não me pergunta o motivo ou o meu nome
    O rio não se importa com a minha sede ou minha fome
    Eu caminho pelo cânion onde as águias aprendem a gritar
    Sentindo-me uma pequena centelha sob o ar do luar
    Eu vejo o lobo, vejo o cervo, vejo a irmandade real
    A compreensão silenciosa do reino original
    Perdida em torres de concreto e barulho digital
    Que trocou o espírito por um brinquedo artificial

    Há um parentesco no pelo, na pata e na pena
    Uma forma de sobreviver a qualquer cena terrena
    Eles não guardam prata, não constroem muros de dor
    Eles apenas respondem ao chamado do Criador
    Nós nos perdemos no labirinto das luzes de neon
    Esquecendo como navegar na noite e no som
    Mas toda vez que eu toco o pelo de um amigo fiel
    Eu sinto que a terra ainda é um pedaço do céu

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    Parentesco do selvagem, correndo nas minhas veias
    Lavando a tristeza, e as cinzas das almeias
    Somos todos batimentos, sob a mesma chuva que cai
    Onde a alma da terra, nunca se apaga ou se esvai

    Información de la canción

    Composición: Fabio Longato de Araujo

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