O Avesso do Gesso

Alcimar Lourenco

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    O tédio aqui desenha o meu contorno
    No gesso desse mundo, nesse vácuo morno
    Nasci assim, retalho e fresta aberta
    Buscando a rima na razão deserta
    Grito no escuro e o eco me invade
    Sou o estranho no ninho da tal sanidade

    E o medo que trava o passo de quem se calou
    É o mesmo veneno que a norma injetou
    Pois quem se limita no raso não sente o que o vento
    Soprou

    Só os loucos sabem que a vida é pra ser vivida
    Só os loucos cruzam a linha da alma ferida
    Maluco é quem escolhe o deserto de ser
    Quem não é louco, já morreu sem viver
    Quem não é louco, já morreu sem viver

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    Vocês são os santos em seus próprios bordéis
    Pintando a mentira em tons de papéis
    A inveja é o preço de quem é de verdade
    Caminho blindado na mediocridade
    Desafio a lógica, eu sou a contramão
    O seu julgamento, é o degrau do meu chão

    Só os loucos sabem que a vida é pra ser vivida
    Só os loucos cruzam a linha da alma ferida
    Maluco é quem escolhe o deserto de ser
    Quem não é louco, já morreu sem viver
    Quem não é louco, já morreu sem viver

    Sou eu o limite do meu universo
    Onde o caos é rima e o abismo é verso
    Ser normal é o cárcere, a loucura é o destino
    Um brinde aos que ousam, eu sou o que assino

    Só os loucos sabem que a vida é pra ser vivida
    Só os loucos cruzam a linha da alma ferida
    Maluco é quem escolhe o deserto de ser
    Quem não é louco, já morreu sem viver
    Quem não é louco, já morreu sem viver

    Quem não é louco, já morreu
    (Já morreu)
    Quem não é louco, já morreu
    (A vida é pra ser vivida)
    Quem não é louco, já morreu

    Información de la canción

    Composición: Alcimar Lourenco

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