Balada de Um Homem Normal

Alexandre Ramos

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    O homem que protege a sua menina
    Na beirada da esquina,
    O pôr do sol da ilusão.
    Disfarça e fala da mentira e acha graça
    Faz promessa e desabafa
    Sua vida, solidão

    Homem, homem, homem industrial
    Longe da sua vida social
    Homem, homem, homem industrial
    Conselhos de um anjo desonesto
    Que intervem sem um mero afeto,
    Na sua imaginação.
    Não mostra a cara, da política acha graça
    Mas não sai da confusão

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    Homem, homem, homem industrial
    Longe da sua vida social
    Homem, homem, homem industrial
    Cansado de ser só mais um heróis
    Desfaçado na fumaça
    Da família industrial.
    Vai pro seu trabalho todo dia com a tristeza e antipatia
    Da cegues de um carnaval

    Homem, homem, homem industrial
    Longe da sua vida social
    Homem, homem, homem industrial
    Pensa que todo o seu esforço
    Não vale um tostão no bolso
    Pra esse povo animal
    E se afoga na amargura do egoísmo,
    Iludido em suicídio
    Crise existencial.

    Homem, homem, homem industrial
    Longe da sua vida social
    Homem, homem, homem industrial
    Não busca sua paz espiritual.

    Información de la canción

    Composición: Alexandre Ramos

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