Loucura-se

Aliado Preto

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    Eu falo que vejo na rua
    Na minha vontade de ir embora
    A regra que é nua e crua
    Aquilo que te dói agora

    Eu falo e faço barulho
    Ninguém na mente calar
    Escrevo até os riscos do muro
    Seguro nunca ninguém tá

    Eu falo desse desespero
    O sonho da revolução
    De quem não entra mais no mercado
    De quem não come mais o pão

    Eu falo e é difícil falar
    Porque é difícil ouvir
    De quem só olha a minha cor
    Da que julgam a mesma por aí

    Às vezes eu falo de amor
    Da prévia da nossa infração
    De quem volta à tarde para casa
    De quem já comprou o seu perdão

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    Eu falo de quem te matou
    Eu falo de quem não morreu
    Da vítima que se revoltou
    A falta de quem se perdeu

    Trabalhando de sonhar
    No meu cargo de viver
    Promovi minhas loucuras
    Para administrar o que acontecer

    Será que existe alguém
    Ou algum motivo importante
    Que justifique a vida de agora
    Ou pelo menos neste instante

    E é tanta coisa para falar
    Que falta a vida para dizer
    Falta sonho pra gente sonhar
    Falta tempo para gente escrever

    Eles buscam o futuro
    Na porta do passado
    Talvez sejam julgados
    Ou sejam estudados como os atrasados

    É que o mundo me abraça
    Com tanta sutileza
    Acho que eu nem perceberia
    O toque de uma cela ou dessa matrix presa

    Vivendo em modo automático
    Desligaram a vossa humanidade
    Somos bonecos de ferro
    Andando pelas ruas de uma cidade

    Quem quer mais do que lhe convém
    Perde o que quer
    Perde o que tem

    Vida longa aos loucos
    Por que, os sóbrios
    Promovem guerras
    Ou fazem explorações dos outros

    Información de la canción

    Composición: Aliado Preto

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