Pobre Coração Nordestino

Amado Baiano

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    Cadê, o verde do meu Sertão?
    Cadê o bom tempo que já foi realidade?
    Da fartura que enchia o nosso prato
    Ai! Que saudade meu Deus, ai! Que saudade!
    Me lembro do fifó de azeite da mamona,
    Do sal em pedra e do fogão de lenha
    Que cozinhava a feijoada mais gostosa
    Que mamãe preparava com prazer e perfeição.
    O meu Nordeste, já não é mais do cabra-da-peste,
    A gente vê, a gente só vê
    É o nordestino sofrer!
    Se quiser melhora se manda para São Paulo
    Porque não adianta enfrentar a incerteza;
    Pois as promessas na Televisão,
    Em Manchetes e Jornais é uma graça;
    Prometem tudo com boa explicação
    Espero que um dia vamos ver a solução.
    O meu pobre coração nordestino é sofredor
    O importante é o que sou, sou o que sou;
    Senhores de gravata que estão no poder
    Não deixem meu Nordeste desaparecer.
    Eu quero ver o sertanejo trabalhar
    Com alegria e esperança de que tudo vai mudar,
    Com fartura na mesa ele fica contente
    De barriga cheia aprendendo o bê-a-bá.
    O homem nordestino merece atenção
    Acima de tudo, bastante respeito,
    Ele é um grande herói do pé no chão,
    Ele é poeta, é professor,
    É diplomado em Direito.

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    Composition: Amado Baiano

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