Marcas da Dor

Amanda Wanessa

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    A cruz no chão
    Ao seu lado um carrasco e um martelo, na mão
    Olhando os pregos e a multidão
    Sentiu grande vazio no seu coração
    Pegaram o meu mestre, deitarão sobre a cruz
    Abriram seus braços
    Não viram sua luz

    Juntaram seus pés
    Chamaram o carrasco e ele se achegou
    E ao lado do mestre se agachou
    E o martelo subiu, subiu, subiu, subiu
    Sobre os pregos desceu, desceu, desceu
    E bateu, bateu, bateu, bateu, bateu

    Ergueram a cruz
    Lá estava pregado, do mundo a luz
    Nenhum gemido, sequer soltou
    Todos viram em seu rosto a marca da dor
    Seu sangue jorrando, batendo no chão
    Viu em todos os homens
    A ingratidão

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    Mas não se irou
    Pediu ao pai perdão, e o pai perdoou
    Recebeu seu espírito
    E chorou
    Sua cabeça tombou, tombou, tombou
    Sobre o peito caiu, caiu, caiu
    E morreu, morreu, morreu, morreu, morreu

    Tudo silêncio
    Nem as aves cantavam
    Nenhum som se ouvia
    Maria olhou
    A tumba vazia
    E ninguém se lembrou
    Que era o terceiro dia

    A tampa do tumulo estava caída
    Meu mestre já tinha voltado a vida
    Onde está o meu mestre?
    Gritava Maria: quem o escondeu?
    E uma voz conhecida
    Se fez ouvir
    Quem procuras Maria?
    Eis-me aqui, eis-me aqui
    Ao teu lado estou, estou, estou

    Estou vivo
    Estou vivo
    Estou vivo
    Estou vivo
    Vivo estou

    Estou vivo
    Estou vivo
    Estou vivo
    Estou vivo
    Vivo estou
    Vivo Estou
    Vivo esstouu

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