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    O destino me pregando uma outra peça, eu não queria
    Me cercava toda noite, com sua flecha e sua guia
    Era o tempo me encostando sua pele traiçoeira
    Eram noites tão pesadas, com nuvens sorrateiras
    Era a vida me cortando a carne com seu guizo
    Ecoando pelos séculos os sons de alguns gemidos
    Eram meus antepassados dentro dos bacanais
    Era o tempo me emprestando aquilo que eu não devolveria mais
    Era um homem nos meus sonhos me currando sem perdão
    Eram duas velhas mortas se arrastando pelo chão
    Eu soltava os meus cães em meu peito a soluçar
    Abafava os meus gritos, pois não sabia ladrar
    Achei que não era eu que fazia minha história andar
    Punha a culpa no destino ou em quem estivesse à mão para culpar
    E era assim
    Êêêê, ê......
    Hoje em dia não me importo com o que fiz no meu passado
    Quero amigos, sorte e muita gente boa do meu lado
    E não rebato se disserem por aí que eu tô errado
    Porque quem se debate está sozinho ou afogado
    Eu, que não fico no meio, não começo e nem acabo
    Eu sou filho do amor, não de Deus, nem do diabo
    Na ciranda das canções eu me ponho a revezar
    Rodando entre as ondas que me puxam em alto-mar
    Hoje sei bem que sou eu que giro a minha vida circular
    Essa roda, eu que invento e faço tudo nela se encaixar
    Eu sou assim
    Êêêê, ê......

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    Información de la canción

    Composición: Ana Carolina

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