Caco de Telha
Anchieta Dali
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Somos filhos da sorte
De boa semente
Onde a força se faz
Por um caco de telha
Que bem orvalhado
Remenda o telhado
Dum teto rasgado
Sem resolução
E outro filho da prole
Da fonte incontida
Abraçando a vida
Em nova canção
Jejum para os fartos
Que alojam na lida
Verdades do tempo
Em revolução
Proezas que o peito
Sagrado revela
E ampliam na tela
Da grande invenção
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São dois, são dois ou mais
São sóis, são sós
Na grandeza são dois às
No cio da peleja
Retalhos de pano
Onde o ser humano
Talvez não esteja
Pronto a costurar
Ou tecer o bordado
Soprado do vento
Que traz o elemento
Pelo cata-vento
Que nos faz girar