Labirintos de Papel

Anderson Mireski

Ah, se todo tom fosse Jobim
Se pouco som trouxesse, enfim
A paz que eu penso que procuro
Ah, eu riria de chorar
E folhearia devagar
O livro denso do futuro

Mas, se as frases já não ferem mais
Nem envoltem em seu louco véu
O que todo dia se refaz
Nesses labirintos de papel?
O que restará?

Ah, quem dera Rosa ou Guarani
Todo Noel que chega aqui
Pra cada ceia de dezembro
Ah, teria prosa pra sorrir
E luz no céu pra colorir
Os sonhos tantos que eu nem lembro

Mas, se as frases já não tecem mais
Nem desfiam o seu carretel
E em poeira e cinza se desfaz
A palavra que já foi papel
O que restará?

Información de la canción

Composición: Anderson Mireski

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