Som da Rua

André Gardel

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    O som da rua não pondera, não consente,
    vem com tudo, nunca mente,
    se apropria do lugar.
    O som da rua me enlouquece, me arrasa,
    me acompanha pela casa
    diz que não vai me largar.
    Invade mesmo com a janela fechada,
    se debate na parede
    volta sempre a incomodar.
    É dia-a-dia, é ano a ano, sem engano,
    vem bem calmo, vem insano,
    vem sem dó rasgando o ar.

    O som da rua que não tem meio-termo,
    quebra prato, quebra nervo,
    logo volta a voar. Refrão
    Vem da Lagoa, do marulho da praia,
    do mergulho da arraia,
    vem do canto popular.

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    Corta a orelha, pinta tudo de amarelo,
    é abelha, é chinelo,
    vem na mente ruminar.
    É ratoeira, é bebedeira, é sem beira,
    é som de lixo na lixeira,
    é cheiro ruim a impregnar.
    É roubalheira, é armação de todo jeito,
    não tem torto nem direito,
    a multidão sai pra vaiar.
    E não importa se é ouvido, poluído,
    se não faz qualquer sentido,
    sei que nunca vai parar.

    Refrão

    Información de la canción

    Composición: Luis Carlinhos y Andre Gardel

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