Cinco e Meia da Manhã

André Teixeira

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    Cinco e meia da manhã é hora de arriar os pelegos
    Porque o céu está Azulego e o patrão já levantou
    Logo vem surgindo a aurora, as Três-Marias foram embora
    E a Boieira ressuscitou

    Cinco e meia da manhã é hora de encilhar cavalo
    Outra vez cantou o galo trepado lá na figueira
    Quando mais, senão, agora, índio grosso não namora
    Negaceia a noite inteira

    Cinco e meia da manhã, com a vassoura ali, esquecida
    Já foi feita a recolhida e a ordenha da vaca mansa
    Um cardeal num pé de amora, com seu canto, comemora
    A manhã clareando a estância

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    Cinco e meia da manhã, com a vassoura ali, esquecida
    Já foi feita a recolhida e a ordenha da vaca mansa
    Um cardeal num pé de amora, com seu canto, comemora
    A manhã clareando a estância
    Um cardeal num pé de amora, com seu canto, comemora
    A manhã clareando a estância

    Cinco e meia da manhã, bota os seus ossos de ponta
    Ligeiro como uma lontra, o peão velho agarra média
    Pega um tento e ata a espora com os dedos sujos de fora
    E com o cavalo pela rédea

    Cinco e meia da manhã é hora de parar rodeio
    Logo o peão balança o freio com o cheiro de picumã
    Companheiro não se escora e só o peão que é caipora
    Queima o assado de manhã

    Cinco e meia da manhã, com a vassoura ali, esquecida
    Já foi feita a recolhida e a ordenha da vaca mansa
    Um cardeal num pé de amora, com seu canto, comemora
    A manhã clareando a estância

    Cinco e meia da manhã, com a vassoura ali, esquecida
    Já foi feita a recolhida e a ordenha da vaca mansa
    Um cardeal num pé de amora, com seu canto, comemora
    A manhã clareando a estância
    Um cardeal num pé de amora, com seu canto, comemora
    A manhã clareando a estância

    Información de la canción

    Composición: Andre Teixeira

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