Cordionita

André Teixeira

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    Cordionita, companheira
    De incontáveis andanças
    De solidões e festanças
    De chamamés e vaneiras
    Ao correr nas tuas ilheiras
    Os meus dedos calejados
    Vejo o futuro e o passado
    Presente, em notas campeiras

    Quando o teu corpo espichado
    Se adelgaça, no meu colo
    Não há nenhum protocolo
    Que não possa ser quebrado
    E eu me paro, arrinconado
    Escondido atrás do fole
    Feito quem tomá um gole
    Junto ao balcão oitavado

    Cordionita, dos galpões
    Santuário e catedral
    Do andejo, do mensual
    Batizado nos fogões
    No culto das confissões
    Rezado junto ao brazedo
    De ti, escutam segredos
    Nos cochichos dos botões

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    És a musa cobiçada
    Que se adona das bailantas
    E até a mais linda percanta
    Chega a te olhar desconfiada
    Parecendo enciumada
    Quando tu choras, dengosa
    Ou por vezes maliciosa
    Num bailongo de ramada

    Cordionita, quem te adora
    Conhece teus sentimentos
    E absorve o fundamento
    Que do teu íntimo aflora
    Brotam de dentro pra fora
    Os teus anseios crioulos
    Que se arrancham no miolo
    E nunca mais vão embora

    E é por isso, que palpita
    Batendo em ebulição
    O meu fraco coração
    Que no meu peito se agita
    Sinto que a alma levita
    E o mundo para o seu giro
    Só pra escutar o suspiro
    Que vem de ti, cordionita!

    Información de la canción

    Composición: Mauro Silva, Rogerio Villagran y Ricardo Comassetto

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