A História do Taura

Ângelo Franco

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Amigos me escutem bem
Que é pra pensar e não pra ofender ninguém
A alma de cada homem tem seus próprios mandamentos
Princípios e fundamentos de vida e até de morte
A faca garante o corte
Mas as vezes tem dois gumes
Os hábitos e os costumes forjam o fraco e o forte

Amigos me escutem bem
Que é pra pensar e não pra ofender ninguém
Nas voltas que o mundo dá se escreve a história do taura
Desde a vergonha na cara, até suas manhas e vícios
Quem sofre algum sacrifício, por certo endurece a casca
E só sabe a lenha que lasca, quem bem conhece o oficio

É no meio do entreveiro que se conhece a coragem
Não confunda bandidagem com atos de valentia
Tem índio sem serventia com pose de Geral
Que quando explode um tendal se veste de covardia

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Amigos me escutem bem
Que é pra pensar e não pra ofender ninguém

Por isso somente o tempo revela quem somos nos
E os que virão logo após vão pensar algo sobre a gente
Talvez a nossa semente, seja por muitos bendita
Ou talvez seja maldita, por nossa culpa somente
Dai pergunto aos amigos se tem sentido seus dias
Se a existência tem valia, além do luxo e dos cobres
Pois se um coração é nobre, constrói a paz em uma guerra
E não é rica uma terra, se a maioria for pobre

É no meio do entrevero que se conhece a coragem
Não confunda bandidagem com atos de valentia
Tem índio sem serventia com pose de Geral
Que quando explode um tendal se veste de covardia

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