Tipo de Amor
Antonio Barros
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Olha os meus olhinhos cheios d'água
Ate parecem duas lagoinhas
Querendo afogar a minha mágoa
Saudade de você minha filhinha
Sinto você no estrado
Te vejo na imaginação
Eu trago sempre o seu retrato
Pregado na parede do meu coração
'cê não tem pena
'cê não tem pena
Com esse tipo de amor que me envenena
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Teu amor pra mim é uma cadeia
Sem liberdade de viver a vida
Eu vivo que nem mosca numa teia
Esperando a hora de ser comida
Da fome você é meu prato
Minha boa alimentação
Eu trago sempre o seu retrato
Pregado na parede do meu coração