A Grande Esperança

Antônio Borba

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    A classe roceira e a classe operária
    Ansiosas esperam a reforma agrária
    Sabendo que ela dará solução
    Para situação que está precária
    Saindo projeto do chão brasileiro
    De cada roceiro ganhar sua área
    Sei que miséria ninguém viveria
    E a produção já aumentaria
    Quinhentos por cento até na pecuária

    Esta grande crise que a tempos surgiu
    Maltrata o caboclo ferindo seu brio
    Dentro de um país rico e altaneiro
    Morrem brasileiros de fome e de frio
    Em nossas cidades ricas em imóveis
    Milhões de automóveis já se produziu
    Enquanto o coitado do pobre operário
    Vive apertado ganhando salário
    Que sobe depois que tudo subiu

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    Nosso lavrador que vive do chão
    Só tem a metade da sua produção
    Porque a semente que ele semeia
    Tem quer à meia com o seu patrão
    O nosso roceiro vive num dilema
    E o problema não tem solução
    Porque o ricaço que vive folgado
    Acha que projeto se for assinado
    Estará ferindo a constituição

    Mas grande esperança o povo conduz
    E pede a Jesus pela oração
    Pra guiar o pobre por onde ele trilha
    E para a família não faltar o pão
    Que eles não deixam o capitalismo
    Levar ao abismo a nossa nação
    A desigualdade aqui é tamanha
    Enquanto o ricaço não sabe o que ganha
    O pobre do pobre vive de tostão

    Información de la canción

    Composición: Goia y Francisco Lázaro

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