Canto Chão

Antonio Gringo

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    Quanto me planto a bordonear uma guitarra
    Retorno aos pagos da querência onde eu nasci
    Assim me largo a versejar tantas lembranças
    Que reponto desde os tempos de guri

    Quem não regressa pra buscar suas origens
    Ao rincão onde nasceu e se criou
    É porque já perdeu suas raízes
    E sem rumo vida a fora se extraviou

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    Brinquei nas noites de luar pelos potreiros
    Nas tardes quentes de verão nadei nos rios
    E das manhas ao despertar trago lembranças
    E uma saudade que jamais alguém sentiu

    É sempre bom voltar as fontes e beber
    Da seiva fértil que sacia o coração
    Reencontrar-me junto ao povo e minha gente
    Pra quem ausente dediquei meu canto chão

    Eu quero ver na lavoura dos que plantam
    Nascerem frutos em um tempo de bonança
    E a recompensa sendo dada a quem semeia
    Regando a terra com suor e esperança

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    Composición: Antonio Gringo

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