Noites Lisboetas

António Manuel Ribeiro

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    Começas num copo
    Talvez de cerveja
    Sentado à mesa
    Entrando na conversa
    Mulheres que chegam
    Por entre gargalhadas
    Um brilho nos olhos
    E um vazio na alma

    Noites lisboetas
    De histórias acesas
    Os bares estão cheios
    Segurando as presas

    Quartos alugados
    Ilhas de pouca luz
    Dão-me noites sentinelas
    E vómitos de verde cruz

    Noites lisboetas
    De porta em porta
    Noites lisboetas
    Fantasmas à solta
    À solta com rédeas

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    Há um ser empoleirado
    Nas pernas de um juiz
    Tentando escapar
    Às misérias de um país

    Amores num carro
    Num parque deserto
    Tapando a boca
    Dois gritos em seco

    Noites lisboetas
    De porta em porta
    Noites lisboetas
    Fantasmas à solta
    À solta com rédeas
    O sorriso é cínico
    Nas rugas duas setas
    Entre o whiskey e o degelo
    Rio azul em folha branca

    E o mundo refaz-se
    E o álcool já sobe
    Trocam-se beijos
    Nessa mesa de homens

    Noites lisboetas
    De porta em porta
    Noites lisboetas
    Fantasmas à solta
    À solta com rédeas

    Noites lisboetas
    De porta em porta
    Noites lisboetas
    Fantasmas à solta
    À solta com rédeas

    Lisboa (x4)

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