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    Eu quando saio pelo mar afora
    Faço de conta que já vou embora
    Mas apenas fico nas mentiras
    Que matam por momentos desventuras!

    Tantas gaivotas rodeando o barco
    Como crianças rodeando adultos
    Gaivotas e crianças se misturam
    E fazem do meu barco a minha calma

    Meu corpo balança sobre as águas
    E o olhar se afoga no meu pranto
    É que eu bem distante lá da terra
    Não compreendo gente que maltrata e erra

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    Minhas mágoas, tantas frustrações
    Eu vou deixar neste mar, quando anoitecer
    E lá em casa ninguém vai saber
    Quando eu chegar, vou sorrir e adormecer

    Quando eu paro o barco em águas mansas
    Olho de repente pras alturas
    E percebo em meio a nuvens brancas
    Uma gaivota calma e solitária

    Ela deve estar olhando o mundo
    E tomando conta das pessoas
    Esta gaivota é importante
    É pena que ela fique tão distante

    Eu perdido em tantos pensamentos
    Me pergunto as vezes se ela sabe
    Que o amor se perde por dinheiro
    E o homem se destrói no mundo inteiro

    Mas lá em casa
    Ninguém vai saber
    Quando eu chegar
    Vou sorrir e adormecer!!

    Song details

    Composition: Antonio Marcos and Mário Campanha

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