Anjos Pervertidos

Antônio Miranda

    Continúa después del anuncio

    Anjos descem dos altares e oratórios
    e se despojam de túnicas e asas,
    renegam ornamentos e paramentos,
    saem à luz para a sua remissão.

    À perversão como forma de exorcismo,
    ao crime como última penitência,
    maculando-se em busca da salvação.

    Santos-de-pau-oco, de gesso,
    santos assexuados à fogueira,
    à execração por sua inutilidade.
    Livres da maldição da ociosidade.

    Continúa después del anuncio

    Que os corpos se enchafurdam na lama,
    se maculem com suores e tremores
    carnais, na cama, nos vergéis corrompidos.

    Aos sofridos devaneios, aos calores
    da condição humana e seus desvarios
    aos desvios como direção de vida
    - para o perdão divino e a santidade.

    Que os anjos assumam sua culpa
    e peçam desculpa por tanta hipocrisia,
    pela soberba de se julgarem castos.

    Que se saiba: anjos não são santos.

    Información de la canción

    Composición:

    ¿Los datos están equivocados?

    Enviar revisión